O sofrimento dos golfinhos cativos

Para um golfinho, uma piscina é uma gaiola. Esses animais velozes, que formam grupos sociais complexos quando estão em liberdade, não conseguem se comportar de forma natural no cativeiro. Com base nisso, a WSPA faz campanhas para fechar todas as atrações que exploram golfinhos.

A taxa de mortalidade e o comportamento anormal dos golfinhos cativos são prova de que a falta de estimulação lhes causa desgaste terrível. Ficar nadando em círculos, de forma apática e desanimada, é apenas um indício comum de tédio e distúrbios psicológicos.

O espaço também é uma questão importante: piscinas são lugares extremamente pequenos para animais grandes, que percorrem longas distâncias, chegando a nadar até 80 quilômetros por dia no seu habitat. Além disso, as águas rasas das piscinas expõem a pele delicada dos golfinhos a dolorosas queimaduras solares.

Ao privar os golfinhos de comida, seus treinadores os induzem a comportamentos repetitivos e antinaturais enquanto se apresentam para o público. A fome leva o golfinho a ignorar seus instintos naturais mais básicos. Eles são treinados até mesmo para “encalhar”, apesar do perigo que isso representa para eles.

Os visitantes nem sempre entendem que o tão famoso “sorriso” do golfinho não reflete seu estado emocional. É simplesmente o formato de sua boca.

Morrendo de vontade de entreter

Embora já numerosas nos Estados Unidos, a quantidade de atrações com golfinhos cativos no Caribe, no México e na América Latina está crescendo.

Essas atrações geram uma demanda por golfinhos vivos, freqüentemente arrancados de seus grupos selvagens em caçadas sangrentas. Em muitas delas, incluindo as do Japão, centenas de animais não selecionados para serem vendidos vivos são abatidos cruelmente por sua carne.

Muitos golfinhos não sobrevivem ao trauma da captura. Daquele que sobrevivem, 53% morrem nos três primeiros meses de confinamento. Golfinhos cativos também sofrem e morrem em decorrência de doenças intestinais, doenças causadas por estresse e envenenamento por cloro.

O estresse do golfinho e a segurança humana

Os programas de “nado com golfinhos” não garantem a segurança das pessoas que interagem com eles, mesmo aqueles que nasceram no cativeiro.

Esses animais vigorosos e fortes freqüentemente sofrem com o estresse causado por seu confinamento. Não surpreendentemente, há registros de ataques deliberados e inadvertidos aos humanos, causando-lhes ferimentos, inclusive membros quebrados.

Proteste contra o cativeiro dos golfinhos!

Nunca visite uma atração com mamíferos marinhos. O simples ato de confinamento é nocivo ao seu bem-estar.

Em vez disso, procure um passeio sério de barco para admirar o espetáculo dos golfinhos no mar, exibindo-se à sua própria maneira. Um passeio sério não incentivará qualquer interação com os golfinhos.

Fonte:www.wspabrasil.org/helping/animalfriendlyliving/sofrimento-dos-golfinhos-cativos.aspx

Voltar